terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Qualquer lugar serve!

Existe uma piada sobre um sujeito que entrou em um elevador, e ao ser questionado pelo ascensorista sobre para qual andar ele desejava ir, respondeu: para qualquer um, senhor. Já estou no prédio errado mesmo... Ou seja, quando não sabemos onde estamos ou para onde estamos indo, qualquer lugar serve! Por mais absurda que possa parecer o quanto algumas pessoas estão perdidas quando se trata de seus próprios desejos, pode acreditar que não é. Na maioria das vezes o desejo é tão amplo e genérico que o individuo não consegue fazer escolhas, muito menos se sentir satisfeita com nada do que vive e a impressão que tem é que existe um enorme vazio dentro de sí que se torna cada dia maior e mais dificil de ser preenchido. Faz novos contatos, conhece pessoas legais, inicia relacionamentos interessantes, experimenta momentos que lhe parecem perfeitos, mas logo depois a sensação de que nada daquilo faz sentido retorna ainda mais forte que antes. Outras vezes tambem acontece de está vivenciando um encontro realmente especial, no qual a pessoa se sente, enfim, parte de um todo que se encaixa, que finalmente lhe devolve a certeza que depois da tempestade vem mesmo a bonança, de repente, sem mais nem menos, é o outro que se desencanta e vai embora. Ou pior, sem nenhum motivo aparente, desaparece feito nuvem, e mais uma vez a pessoa é remetida aquele lugar infernal, ridiculamente assim.

Ao passar por isso, a pessoa percebe o quanto é péssimo esse periodo em que se tem medo de falar, de se espressar, de ir rápido ou devagar demais, enfim, acredita que não sabe o que fazer para não estragar tudo, ou não deixar as coisas mais piores do que já estão. É justamente ai que está o problema, falta de posicionamento, de clareza de seus recursos. Muito provavelmente está faltando uma rota detalhada, um planejamento o qual realmente deseja seguir. E assim perdido voçê passa a entrar de prédio em prédio, de elevador em elevador, descendo em diversos andares, sem nunca encontrar a porta, a sua porta.

Para viver as experiencias que sempre quis e conseguir aproveitar o melhor da vida, voçê precisa antes de mais nada, saber o que quer. Refletir, questionar-se, perceber-se, aprender a diferenciar o que são seus verdadeiros desejos e o que não passa de ecos gritantes de sua ansiedade é essencial para traçar o plano que o levará a seu objetivo. Em vez de disperdiçar seus dias e seus cartuchos atirando para todos os lados, aquiete-se! Ouça seu coração, sua intuição. Olhe para os lados e vá descobrindo o que realmente faz sentido para voçê, o que realmente te faz feliz. O resto são apenas armadilhas. Mantenha-se atento e focado naquilo que quer e desvie dos perigos que, na maioria das vezes, são nossos próprios medos transformados em dificuldades.

E assim, sem se distrair, da próxima vez que for questionado sobre qual andar deseja ir, voçê saberá exatamente o que responder. Dai pra frente, a surpresa ficará por conta de tudo de bom que poderá experimentar...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O bom líder

Ter controle emocional, dominar o próprio ego, entender que a organização está acima de qualquer coisa, são algumas características do bom líder, além de entender de pessoas, ter uma percepção aguçada de comportamento humano, e ter seguidores. Entretanto, qualquer pessoa pode desenvolver a habilidade de liderança. “Há milhares de livros e centenas de treinamentos que buscam desenvolver essa habilidade. Porém, um profissional moderno tem que se preocupar não apenas em ser um líder, mas em ter habilidade de ser um líder coach, que reúne as características principais do líder, de inspirar pessoas a trilhar um caminho de sucesso e também contribuir para o seu crescimento e crescimento da organização”. Idade certa para assumir um cargo de liderança não existe. Sulivan, por exemplo, diz que conhece excelentes líderes com 22 ou 23 anos, e péssimos com 45 anos ou mais. Villela lembra ainda, que Alexandre, o Grande, foi um grande líder e conquistou o mundo com apenas 16 anos. Para identificar se o profissional está pronto para assumir um cargo de liderança, diversos fatores devem ser levados em consideração, e o acompanhamento diário e pessoal são os principais aliados. “A identificação de um líder está nos pequenos detalhes, e não no macro. São atitudes, comportamentos, ser aquela pessoa que compartilha, que não retém informação só pra ela, que é amiga do grupo - sem exageros, e que tem uma postura ética e profissional. Mas, é raro encontrar um líder hoje em dia. A preocupação das pessoas é muito mais em ter, não em ser, o que faz com que elas não tenham postura ética de líder, como, por exemplo, de assumir responsabilidades quando erraram”. Mas ao contrário do que muita gente pacredita, não há nada de errado em pessoas não almejarem cargos de liderança, é uma questão de valores que não podem ser julgados. Resalta-se ainda, que a vida é feita de escolhas e que as pessoas devem buscar a sua realização profissional: “o que deve ser buscado é a felicidade na profissão, já que gastamos a maior parte do dia trabalhando. Independente se você é um líder ou tem a ambição de ser um, o mais importante é que nossos talentos sejam utilizados na potencialidade máxima. Só assim as pessoas se sentem plenamente felizes”. Fonte: Jornal Carreira & Sucesso

terça-feira, 25 de maio de 2010

Use o ENEAGRAMA a seu favor!

Saiba um pouco sobre cada linha do eneagrama e identifiqui-se... O comportamento número um é a da perfeição: é uma pessoa que toda vez que olha para alguma coisa, a primeira coisa que salta aos olhos dela é o que não está perfeito, aquele detalhe. Internamente o crítico dele para com ele mesmo é muito alto. Então é claro que ele vai criticar as outras pessoas, mas no fundo, o que está querendo é ajudá-las a atingir a perfeição. O número dois é o da presteza, que está sempre preocupado no que está faltando para o outro. Mesmo que não for requisitado, a pessoa com esse comportamento vai quase que invadir o espaço do companheiro para verificar se está precisando de auxílio. A pessoa com a característica da presteza vai cuidar tanto dos outros que tem dificuldades de olhar para dentro de si próprio. A performance é o tipo três, uma característica de desempenho. A pessoa só acredita que vale alguma coisa se tiver sucesso ou se fizer algo produtivo o tempo todo. Digo que o tipo três deixa de ser um ser humano para se tornar um “fazer humano”. Ele vai trabalhar o tempo todo, sempre em busca de uma meta, uma conquista, e isso jamais termina. A personalidade quatro é a profundidade, um tipo que concentra a maioria da energia dele no coração, no centro emocional. Essa pessoa possui variações emocionais muito grandes. Ela tem facilidade com relacionamentos, mas por outro lado tem uma tendência a achar que sempre está faltando alguma coisa. Já a cinco é chamada de privacidade, do observador. Ao contrário do quatro, que concentra a energia no coração, o cinco concentra a energia dele no intelecto, é o mais racional de todos os tipos. Gosta de olhar as coisas de fora, tem um tendência a ficar um pouco mais quieto e não gosta de ser invadido. A pessoa com essa característica acredita que se for invadida, as pessoas irão exigir dela mais do que ela pode oferecer. O tipo seis, que é o da precaução, é muitas vezes chamado de pessimista. Na família ou no ambiente de trabalho a pessoa é vista dessa forma. As palavras preferidas dela são “e se?”. Na verdade, ela perde contato com a fé divina, desacredita que há uma força maior que vai fazer as coisas darem certo. Então ela utiliza muito mais a mente dela para imaginar cenários no futuro. Sempre imagina o pior, porque pensa que se precaver o pior, estará seguro. O prazer é caracterísitca do tipo sete. É uma pessoa que o tempo todo quer ter estímulos prazerosos, faz muitas coisas ao mesmo tempo, está sempre alegre, pensa muito rápido, e com uma ideia de que nunca entre profundamente em nenhum âmbito da vida dela. É superficial. Ela não se compromete, pois acredita que a vida limita e frustra as pessoas. Ela acha necessário manter alternativas abertas para evitar a frustração. A característica número oito é o tipo do poder, do patrão. É aquela pessoa que fala mais alto, que encara os desafios de frente e “compra a briga” dos outros. Normalmente é incompreendido porque é muito direto e assertivo e as pessoas podem interpretar que ele está incomodado com algo por esse tipo de comportamento. Mas na verdade não, a maneira dessa pessoa se colocar é assim. O tipo oito perde o contato com a fragilidade e fica o tempo todo “armado”. O número nove é o comportamento da paz. É o tipo que originou todos os outros, segundo a teoria do eneagrama. É aquele tipo que, se observado de fora, aparenta ser o “topa tudo”, e estar sempre de bem com a vida. Com isso, ele desenvolve uma personalidade em que acredita que não pode entrar em conflito. Para tentar manter uma harmonia, essa pessoa tem enorme dificuldade em dizer não e as atividades dele são muito mais priorizadas com base nas atividades dos outros.

sábado, 10 de outubro de 2009

Harmonia entre comportamento e objetivos

O comportamento humano é sempre surpreendente, e no mundo corporativo não é diferente. Emoções são naturais dos seres humanos e, se não forem bem administradas, podem gerar conflitos. Verifica-se hoje uma tendência de mercado (e de RH) em tentar conhecer mais o lado comportamental de seus candidatos antes de efetuar uma contratação e, também, de proporcionar alternativas para desenvolvimento daqueles que já se encontram empregados. Em alguns casos, esse perfil comportamental chega a ser mais importante do que as habilidades técnicas, “afinal, é muito mais fácil e rápido treinar e desenvolver um profissional em suas atividades do que desenvolver competências comportamentais”. Marlene Ortega, diretora da Universo Qualidade e vice-presidente da BPW – Business Professional Women, diz que quanto mais experiência tiver um profissional de RH, mais ele deixará de baixar os olhos para um papel, ou para o e-mail onde está o currículo e mais levantará a cabeça na direção do profissional. “O papel aceita tudo. Quando se observa o comportamento, é possível extrair muito mais informações fidedignas do que analisando um currículo, por exemplo”, cita ela. Adriana comenta que muito mais do que identificar se o profissional possui determinada competência, os avaliadores estão em busca de perfis potenciais, ou seja, se ele identificar um profissional que não tenha, por exemplo, a competência da liderança claramente definida, mas apresenta abertura, interesse e potencial para desenvolvê-la, a empresa poderá entender que investir nesse profissional vale a pena; e é aí que a identificação por competência comportamental se torna importante. Alguem poderia imaginar que seu comportamento no trânsito pode determinar seu perfil comportamental como um todo? O que a gente vê no trânsito, demonstra bem o tipo de comportamento humano. Se a pessoa que estava cometendo infrações estivesse numa entrevista de emprego, acho que nunca diria que esse tipo de coisa é normal, pois ela sabe que é politicamente incorreto. Quando você vai a um shopping e vê um jovem parando em vaga de deficiente, isso diz muito mais do que quatro folhas de currículo. Aí está a importância de atentarmos ao nosso comportamento, ao que estamos dizendo e mostrando ao outro”, diz Marlene. A estatística não muda para aqueles profissionais que já se encontram empregados: também é crescente a preocupação em desenvolver treinamentos comportamentais, avaliações de desempenho com foco em competências (até para poder orientá-los no desenvolvimento de características essenciais para seu cargo) e elaboração de materiais de incentivo. “Quando você se movimenta, você leva sensações que o lugar te desperta. Se forem boas, ótimo. Mas se o ambiente não está em sinergia com você, não funciona. Você pode ser correto, mas dificilmente aquilo fará seus olhos brilharem. Seus resultados dificilmente serão transcendentais. Como temos uma capacidade cognitiva grande, a gente se adapta, avalia, pondera, mas não quer dizer que a gente se realize. O importante, em longo prazo, é que o trabalho te traga satisfação, felicidade. No curto prazo você faz, é responsável, é profissional e fará o melhor. Mas se não te trouxer satisfação, prazer e alegria, você tenderá a ficar com o olho muito aberto pra ver se existe uma outra oportunidade que te proporcione tudo isso. E se houver, você vai atrás. Por que não ir? E nesse contexto aparece um dos sentidos de se realizar uma análise de comportamento; checar se o perfil de um profissional é adequado para determinada organização tanto quanto se seus valores e premissas são compatíveis o perfil do profissional.

Sustentabilidade - Palavra chave

Segundo o relatório “Green Jobs: Towards Decent Wonk in a Sustainable, Low-Carbon Word” (Empregos Verdes: rumo ao trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), O Brasil já possui mais de 1 milhão de empregos ligados ao desenvolvimento sustentável. No entanto, não serão apenas os engenheiros, gestores e advogados ambientais, agrônomos, ecologistas, engenheiros florestais, entre outros profissionais verdes, que terão que trabalhar com sustentabilidade. No futuro, os trabalhadores de todas as áreas da empresa deverão entender esse conceito e ter consciência do impacto ambiental de sua função. No início da década de 90, o conceito de sustentabilidade ganhou força nas empresas, muito mais como uma discussão do que como prática. Atualmente, a situação mudou, e elas começaram a se preocupar com a questão, fazendo uma leitura sistêmica dos negócios, seja hoje, seja a longo prazo. “A questão de sustentabilidade permeia a gestão do negócio, do ponto de vista de governança corporativa, do alinhamento dos proprietários ou da gestão do negócio em si. Isso envolve, de modo geral, a questão processual; a operação em si; a inovação de produtos, matérias-primas e embalagens; a seleção de fornecedores e, também, a maneira que a embalagem ou até mesmo a composição do produto podem interferir mesmo depois de consumido. Então, percebe-se que essa questão é pra ser olhada por diversas perspectivas e usando diversos tipos de conhecimentos. É um problema interdisciplinar”, explica Valter Faria, professor de sustentabilidade e negócios, da Brazilian Business School (BBS) . Essa preocupação aumentou ainda mais com a pressão que existe hoje da sociedade, como um todo, e do ponto de vista regulatório, como explica Valter. Se antes apenas os ambientalistas pressionavam as empresas, atualmente o consumidor começou a exigir selo de qualidade nos produtos, coleta seletiva, entre outras práticas sustentáveis. “Uma empresa de refrigerante, por exemplo, depende do nível de reciclagem de sua embalagem. Não adianta ser apenas um produto econômico, rentável e fantástico se ele vai gerar um problema ambiental no futuro. A organização precisa se preocupar com a ida do produto e com a volta de sua embalagem”. A pressão, no entanto, só tende a aumentar, já que até 2020 o conceito de sustentabilidade estará mais presente e mais na prática do indivíduo. A preocupação estará mais próxima do profissional e da empresa, seja qual for sua atuação. É o conceito da sustentabilidade ganhando força. Hoje, isso pode estar mais informal dentro da organização ou realmente pode estar formalizado como uma carreira, de uma forma mais estruturada dentro da empresa e até mesmo como uma área. Além disso, outra vertente aponta que dentro de grandes organizações, a sustentabilidade se tornará uma atividade formal”.

Desemprego - Uma oportunidade!

A maioria das pessoas teme o desemprego, mas essa nova etapa pode acabar gerando bons frutos, já que o profissional terá mais tempo para planejar a sua carreira, se aprimorar e manter-se informado sobre a sua área. O resultado é um currículo mais competitivo e atual e, consequentemente, mais oportunidades de se recolocar rapidamente no mercado de trabalho. Manter-se atualizado é essencial para o profissional que está desempregado, já que ele saberá o que acontece na sua área e quais as oportunidades de voltar para o mercado de trabalho. “Se atualizar lendo um bom jornal e livro, além de fazer alguns cursos, é muito importante e de praxe. Assim como a manutenção da informação em geral, os cursos também têm uma grande importância nesse momento”, explica Edson Gil, consultor de estratégia. Atualmente, a internet é uma ferramenta essencial na busca por um novo emprego, já que permite que em pouco tempo o profissional tenha acesso a informações e vagas de seu interesse. Entretanto, saber de onde vem a informação e se a fonte é confiável é imprescindível, “a Internet é um meio importante na busca de informação, no entanto, o profissional deve ser bastante criterioso em relação às fontes, buscando se informar daquelas que são mais confiáveis e desenvolvendo análise crítica”. Paralelamente à atualização, a elaboração de um bom currículo e o networking são pré-requisitos para o profissional que quer voltar rápido ao mercado de trabalho. “O profissional desempregado deve investir tempo na elaboração de um ótimo currículo e em sua divulgação para as empresas de seu interesse, utilizando para isto todas as ferramentas disponíveis no mercado. Investir no networking é muito importante”. As chances de que alguém com quem o profissional já trabalhou o indique para uma oportunidade é muito maior se comparada à indicação de alguém pouco conhecido. Por isso, aborde seus ex-colegas informando sua disponibilidade no mercado e peça orientações sobre empresas que estejam contratando em sua área”.

sábado, 27 de junho de 2009

Liderança

Muito se fala na importância de um líder para a organização em que trabalha. Certamente, a opinião unânime é que o líder é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa. Sabemos que este profissional é importante, mas é difícil saber o que faz dele um líder. Que características ele deve ter? Há diferença entre gerente, gestor e líder? Quem nos ajuda a responder essas perguntas é Flávio Maneira, líder em uma empresa multinacional e palestrante do curso Liderança: a Arte de Liderar Pessoas, da Catho Online. Ele sintetiza o perfil de um líder. “Diferente do chefe, o líder não é mandatório nem tarefeiro. Ele pensa”, explica. “O objetivo do líder é fazer com que sua liderança não informe valores, mas sim crie valores. E ao preparar sua equipe para gerar valor,ou seja, performance”, pontua. Ele também traz números importantes sobre a relação dos fracassos empresariais com a liderança. Segundo a conceituada revista Fortune, apenas 10% das mudanças que foram programadas são implementadas e 87% desses fracassos são decorrentes da falta de habilidade do líder com sua equipe. Esses dados só vêm reforçar a importância desses profissionais para as organizações. Para o palestrante, um dos erros mais comuns que levam a esses fracassos é a ausência de valores no trabalho. “Normalmente, a empresa pede algo para o líder e ele apenas transfere o pedido para sua equipe. Um bom líder deve fazer com que a equipe entenda o real valor do que será feito. Criando esse valor, sempre dá resultado positivo, pois ele se sente valorizado e integrante do processo e não apenas executor”, explica. E ele recomenda que essa explicação seja feita de modo individual e customizado para cada funcionário. Para ser líder, é preciso conhecer e respeitar seus liderados”, indica. Thaís Vanessa Alves Pereira, advogada do Gmac, Banco de Rede Chevrolet, também recomenda respeitar e conhecer os integrantes da equipe para conquistar melhores resultados. “É fundamental pensar e sentir como seu time, para ter foco e atingir os resultados. Esse é um grande desafio, pois é preciso mantê-los sempre motivados e unidos, sendo que cada pessoa pensa e age de um jeito”, analisa a advogada, que foi aluna de Flávio num dos cursos de liderança promovidos pela Catho Online. Outra lição para um bom líder diz respeito às avaliações de desempenho dos funcionários. Para Flávio, a maioria das empresas trabalha de forma errada com esta importante ferramenta de gestão de pessoas. Elas pegam as piores características de um funcionário e pedem que ele melhore nesses quesitos. “É muito mais proveitoso potencializar os pontos já fortes que treinar e gastar dinheiro com os pontos fracos. Quando o funcionário percebe que realmente está sendo valorizado e desenvolvido, ele fica muito mais motivado para trabalhar”, analisa. Acredite, mas ainda é muito comum também encontrar líderes que usam o poder ou a altura da voz para “motivar” suas equipes. Obviamente que esta prática é condenada. “Um bom líder tem que se posicionar num mesmo nível que sua equipe para poder ouví-los, entendê-los e saber direcioná-los. Ele é o grande responsável por dar um norte”, aponta Thais. No entanto, se a sua empresa precisar de bons resultados e equipes de alta performance usar o poder não vai funcionar. “Essa ‘técnica’ não funciona com os profissionais mais talentosos. Infelizmente, muitas empresas ainda trabalham assim. 80% das empresas no Brasil têm líderes despreparados”. Hoje em dia, informação é o que não falta para mostrar técnicas defasadas para exercer liderança. São inúmeros livros, palestras, cursos, seminários, e a própria Internet, que trazem informações úteis a esse respeito. Mas porque mesmo tendo conhecimento, as empresas não trabalham com as melhores práticas? “Elas ainda não estão preparadas. Apesar de dizerem o contrário, as empresas ainda não entenderam que o foco deve estar nas pessoas e não em tarefas”. O profissional que dá foco em tarefas, que apenas administra, que prioriza sistemas e estruturas e é controlador é considerado um gerente ou chefe. Líder é exatamente o contrário, pois ao invés de administrar, inova. Não controla, mas inspira confiança nas pessoas, as quais se sentem priorizadas. “Muitos profissionais agem assim por falta de conhecimento, insegurança e medo de delegar e de seus liderados aparecerem mais”. - Líder situacional: a liderança deve ser exercida conforme o perfil e personalidade de cada liderado, observando também o local e situação. - Feedback: é muito importante saber dar um feedback. A orientação aqui também é conhecer bem seu liderado para poder dizer que ele fez algo errado. Com algumas pessoas, funciona falar mais duro. Com outras, basta ser mais calmo. Até o tom de voz e o lugar influenciam no resultado. - Motivação: empresas e seus líderes não têm o costume de elogiar e motivar. Acreditam que o elogio desmotiva a pessoa a continuar se desenvolvendo. É como num casamento: depois que o homem conquista a mulher, para de elogiar e abre concorrência. Muito se engana quem acredita que liderança deve ser desenvolvida e aplicada apenas dentro das empresas. Na vida pessoal também é muito útil. É impossível conhecer seus funcionários se você não conhece a si próprio. É fundamental saber ouvir, entender o outro, dar um bom feedback e conseguir expor seus sentimentos verdadeiramente.