domingo, 14 de abril de 2013

O que é ERP (Enterprise Resource Planning)?


Considerando que 1º de abril é culturalmente conhecido como o dia da mentira é natural que todo o mês transcorra sob essa sombra, daí a idéia de nesse mês escrever sobre uma ferramenta bastante necessária no mundo empresarial nos dias atuais, uma vez que gestores só podem acreditar no que dizem os relatórios.

Com a evolução tecnológica, o aquecimento e até mesmo o desaquecimento da economia, o aumento da oferta de crédito e o alcance de novos mercados entre outros, são fatores que elevam significantemente a competitividade das empresas. Para se manter nesse patamar ou para continuar crescendo, as companhias precisam contar com gerenciamento adequado de seus recursos, dados e procedimentos. Um dos caminhos mais utilizados para isso é a adoção de soluções de ERP (Enterprise Resource Planning), isto é, de sistemas de gestão empresarial.

O que é ERP e qual a sua utilidade?

O ERP é um sistema de gestão empresarial integrado. Suponhamos que você tenha uma empresa que conta com vários sistemas, um para lidar com as contas a pagar, um para gerar folhas de pagamento, um para controlar vendas, um para gerenciar impostos, um para analisar metas e desempenho, entre outros. Em vez de existir um ou mais softwares isolados para cada departamento da sua empresa, não seria melhor contar com uma solução de integração entre eles, de forma que todos fizessem parte de um sistema unificado? É justamente isso que uma solução de ERP oferece.

Com um único sistema integrando todos os departamentos ou pelo menos os setores mais importantes, a comunicação interna orna-se mais fácil e menos onerosa. O departamento financeiro, por exemplo, pode saber rapidamente quanto dinheiro destinar à quitação de impostos e quanto destinar ao pagamento de funcionários, de acordo com as informações que o setor de gestão de recursos humanos disponibilizar no sistema. O chefe de um determinado departamento pode avaliar o desempenho de um funcionário e discutir junto ao gerente de RH quanto a empresa pode lhe oferecer de aumento. O departamento de marketing pode consultar o controle de vendas, perceber que um determinado produto não está tendo o giro desejado e desenvolver uma nova estratégia especifica para reverter este quadro, ao mesmo tempo em que verifica se a verba disponibilizada é suficiente para este trabalho ou se é necessário marcar uma reunião para discutir a alocação de mais recursos.

Perceba, com estes exemplos, que há várias situações onde a integração de sistemas se mostra vantajosa. Perceba que, com sistemas distintos, cada setor teria mais dificuldade para comunicar-se entre si, resultando em maior consumo de tempo, mais gastos e até em excessivos procedimentos burocráticos. Além disso, com um sistema de ERP, a empresa passa a ter menos fornecedores de software, o que diminui custos com licenças, suporte técnico, servidores, treinamento, entre outros.

Essa solução é nossa expertise.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Parabéns a todas as MULHERES!



Seria impossível que a postagem desse mês não tivesse como tema a MULHER, como seria impossível também não perceber a evolução da mulher social e profissionalmente.

Pesquisas recentes comprovam um fenômeno que não obedece simplesmente a lógica. Cresce exponencialmente o número de mulheres em postos diretivos nas empresas. Curiosamente, essa ascensão se dá em vários países, de maneira semelhante, como se houvesse um silencioso e pacífico levante de mulheres no sentido da inclusão qualificada no mundo do trabalho. 

Segundo alguns analistas, esse processo tem origem na falência dos modelos
masculinos de processo civilizatório. Talvez seja verdade. Os homens, tidos como superiores, promovem guerras, realizam atentados, provocam tumultos nos estádios, destroem o meio ambiente e experimentam a aflição de viver num mundo em que a fibra ótica substituiu o cipó. Quando já não se necessita tanto de vigor físico para a caça, vale mais o conhecimento que permite salgar ou defumar a carne, de modo a preservá-la por mais tempo.

No Brasil, as mulheres são 41% da força de trabalho, mas ocupam somente 24% dos cargos de gerência. O balanço anual da Gazeta Mercantil revela que a parcela de mulheres nos cargos executivos das 300 maiores empresas brasileiras subiu de 8%, em 1990, para 13%, em 2000. No geral, entretanto, as mulheres brasileiras recebem, em média, o correspondente a 71% do salário dos homens. Essa diferença é mais patente nas funções menos qualificadas. No topo, elas quase alcançam os homens. 

Os estudos mostram que no universo do trabalho as mulheres são ainda preferidas para as funções de rotina. De cada dez pessoas afetadas pelas lesões por esforço repetitivo (LER), oito são mulheres. Segundo uma pesquisa recente feita pelo Grupo Catho, empresa de recrutamento e seleção de executivos, as mulheres conquistam cargos de direção mais cedo. Tornam-se diretoras, em média, aos 36 anos de idade. Os homens chegam lá depois dos 40. No entanto, essas executivas ganham, em média, 22,8% menos que seus competidores de colarinho e gravata. A boa notícia é que essa diferença nos rendimentos vem caindo rapidamente. Por estar a menos tempo no mercado, é natural que elas tenham currículos menos robustos que os dos homens. A diferença nos ganhos tende a inexistir em futuro próximo. 

Parabéns MULHERES!!! 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Passou o CARNAVAL! Feliz ANO NOVO!!!


Como muitos dizem, o ano só começa mesmo após o Carnaval. O fim do carnaval marca a volta às aulas, o término das férias e o start em novos projetos para muitos profissionais. 

A volta a rotina faz bater a saudade daquela tranqüilidade e a possibilidade de uma depressãoa doença desse século e a mais nova modalidade constatada é a depressão pós-férias constatada no retorno do profissional ao seu antigo posto de trabalho.

Acordar cedo, tomar o café às pressas, pegar trânsito e, por fim, iniciar as atividades diárias no ambiente de trabalho. Essa voltará a ser a rotina para muitos dos profissionais com o fim das férias. Segundo especialistas, voltar a se adaptar aos antigos hábitos costuma levar em média de uma semana a 14 dias.

Em uma pesquisa, foram ouvidos 540 executivos de São Paulo e Porto Alegre, entre 25 a 60 anos. Destes, 23% possuem depressão pós-férias. O estudo mostra que os profissionais mais vulneráveis à depressão estão nas áreas financeira, de saúde e informática, ou não atuam em seu campo de formação.

Os principais sintomas dessa depressão pós-férias são cansaço, sono, preguiça, falta de concentração e de motivação, dores musculares, insônia, angustia e sentimento de culpa.

Como evitar isso? Confira nossas dicas:

1.    Regule o relógio biológico 
Três dias antes do retorno ao trabalho obedeça aos horários profissionais como se já estivesse trabalhando. A mudança envolve horário de acordar e dormir, do almoço etc.

2.    Encurte as férias
Para quem está viajando a dica é retornar a casa 48h antes de começar a trabalhar. Muitos profissionais já chegam sobrecarregados no primeiro dia de trabalho por enfrentar congestionamento e noite mal dormida no dia anterior.

3.    Acione a válvula de escape 
É preciso compensar a sobrecarga do trabalho com atividades prazerosas. Faça uma atividade voluntária e pratique um hobby.

4.    Comunique-se 
Fale e exponha mais. Uma comunicação transparente no universo corporativo ajuda a lidar melhor com as dificuldades no trabalho.

5.    Atente-se às oportunidades 
Quem não está satisfeito com o trabalho deve estar pronto para “pôr o currículo na rua”. Nesse caso, é preciso estar atento às oportunidades de emprego e saber como chegar até elas. Na busca por um emprego, vale possuir um bom currículo e uma imagem pessoal e profissional credível. Quem tem bons relacionamentos profissionais está na frente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A vida começa aos 40!!!

A maioria das pessoas conhecem a frase do título desta postagem, mas de fato poucos a vivem como tal, a grande verdade é que após os 40 anos temos medo de recomeço, de iniciarmos algo novo, de nos permitirmos viver mudanças significativas, nos limitando apenas a dar sequência ao que já vivemos... Sinceramente essa é uma questão que deve ser vista por um prisma diferenciado: 

Maturidade : Acima dos 40 anos, ninguém melhor do que você conhece tão bem as atribuições que desenvolveu ao longo da sua carreira profissional e as experiencias vividas, portanto, somente você sabe distinguir o que é bom e o que evitar daqui para a frente. 

Ansiedade : A preocupação com a idade pode lhe gerar transtornos totalmente desnecessários, considerando que muitas empresas estão de olho na sua experiência profissional e não na sua idade. 

Networking : A sua rede de relacionamentos é a ferramenta fundamental nesse momento. Imagine quantos contatos teve ao longo de sua carreira, e quantos poderão ser estabelecidos ainda. Nunca esqueça que atualmente, cerca de 40% das vagas existentes são preenchidas através de indicações. 

Oportunidade : Não encare o fato de ter mais de 40 anos como um gargalo, e sim como uma oportunidade, mude sua maneira de pensar, com tanta vivência que acumulou ao longo de sua carreira tem muito a oferecer aquelas empresas que estão em plena expansão do seu capital intelectual. 

Mercado de Trabalho : É fato que as grandes corporações costumam contratar pessoas até os 35 anos de idade, isso porque essas empresas gigantes têm objetivos de longo prazo, no entanto, pequenas e médias empresas preferem, sobretudo para cargos de supervisão e gerência, pessoas acima dos 40 anos pelo fato de estarem treinadas e “prontas” para as suas atividades, reduzindo significativamente os custos com capacitação. 

Formação Acadêmica : Mesmo após os 40 anos é importante se especializar, faça cursos da sua área, até mesmo aqueles que você já fez antes, lembre-se que tudo mudou em face a Tecnologia da Informação, conceitos de Liderança e Motivação, etc... Mantenha-se sempre atualizado. 

Confiança : Confie na sua plena capacidade de realização, seja uma pessoa focada em seus objetivos e lembre-se que durante sua carreira obteve grandes resultados para empresas pelas quais passou. Jamais reclame da idade. Não esqueça que a expectativa de vida está aumentando no Brasil a cada ano e com isso será possível determinar apenas a idade minima para se adentrar o mercado de trabalho! 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estratégia da mentira

 A manutenção da mentira tem se tornado estratégia fundamental de sobrevivência para algumas empresas, mente para contratar, mente para manter o colaborador, mente para vender e continua mentindo para não perder o cliente. As empresas mentem e muitas fazem isso porque não têm outra alternativa. A estrutura organizacional de algumas empresas não admite que seus lideres sejam sinceros sobre o desenvolvimento e qualidade de seus produtos/serviços, obrigando-os a mentir a maior parte do tempo. Se afirmarem que estão com problemas, simplesmente deixam de captar recursos e podem ir inclusive à falência.

Profissionais éticos e com visão voltada para o crescimento sustentável por mais competentes que sejam, não se firmam nesses empreendimentos por dois motivos em especial, primeiro por não conseguir seguir a cartilha da empresa contrariando seus valores morais e profissionais, segundo por que agindo dessa forma não conseguiriam ser rentáveis a tais empresas. Essas empresas podem até crescer por um período  no entanto certos desempenhos, são impossíveis de manter a médio ou longo prazo. A verdade sobre este modelo de empresa é que todos sabem que não tem como dar certo, mas, quando der errado, muitos dos que se beneficiaram dele estarão longe da companhia.  

Apenas algumas poucas empresas se deram conta de que a prática de uma liderança responsável, que pense a longo prazo, tem como benefício último a sobrevivência dela mesma. Algumas empresas no Brasil, poucas ainda, especialmente no ramo de softwares, estão buscando medir o nível de satisfação dos seus clientes e divulgando suas estratégias ao mercado. Elas querem mostrar suas práticas para a sociedade e obrigar seus concorrentes a fazerem o mesmo. Afinal de contas, as empresas que não medem e divulgam a satisfação de seus clientes, certamente estarão ocultando essas informações muito provavelmente porque adotam práticas desleais.

Eneagrama


                A palavra deriva do grego (ennea = nove, grammos = figura) e faz alusão aos nove pontos identificados ao longo da circunferência externa do eneagrama. É um símbolo que existe há mais de cinco mil anos. Não se sabe exatamente de onde veio, mas desde as primeiras civilizações cristãs, na Idade Média e no Oriente, encontram-se vestígios e traços do estudo deste desenho.” A ferramenta é bastante aplicada em equipes. Quando as pessoas compreendem que cada indivíduo tem uma estratégia inconsciente que orienta seus comportamentos e verdades, elas se resolvem automaticamente e dão espaço a um clima maior de respeito”, explica Alexandre Timmers Montandon, coach e escritor do livro A Chave do Universo – As Nove Máscaras e o Eneagrama. Segundo ele, existe uma melhora imediata na qualidade do diálogo e uma maior aceitação ao outro e às suas diferenças, pois é possível compreender conscientemente as intenções que existem por trás das ações, reduzindo os mal-entendidos e falhas de comunicação.

                 Antes de iniciar um processo de coaching, o eneagrama possibilita um mapeamento da personalidade e das motivações da pessoa e da equipe. Assim o processo fica muito mais poderoso. “O sistema é aplicado para facilitar a compreensão das tendências da personalidade do profissional e depois, quando for aplicar um feedback, por exemplo, vai entender como a personalidade dele afeta na hora de dar e receber esse retorno aos subordinados: quais são os filtros, facilidades e dificuldades. Ou na hora de lidar com conflitos: em que a personalidade dele vai influir, que tipo de conflito vai atrair ou evitar”, conta Nicolai Cursino consultor, treinador e palestrante em desenvolvimento humano e liderança.



ENTENDA OS CONCEITOS


Paz: o tipo que originou todos os outros, segundo a teoria do eneagrama. Para tentar manter uma harmonia, a pessoa tem enorme dificuldade em dizer “não” e as atividades são muito mais priorizadas com base nas atividades dos outros.


Perfeição: internamente, o crítico do profissional para com ele mesmo é muito alto. Ele irá criticar as outras pessoas, mas no fundo, o que está querendo é ajudá-las a atingir a excelência.

Presteza: a pessoa com esta característica cuida tanto dos outros que têm dificuldades de olhar para dentro de si próprio.

Performance: o profissional só acredita que tem valor se tiver sucesso ou se fizer algo produtivo o tempo todo.

Profundidade: um tipo que concentra a maioria da energia no emocional. Tem facilidade com relacionamentos, mas por outro lado tem uma tendência a achar que sempre está faltando alguma coisa.

Privacidade: é o mais racional de todos os tipos. A pessoa com esta característica acredita que se for invadida, os outros irão exigir dela mais do que ela pode oferecer.

Precaução: muitas vezes chamado de pessimista. Sempre imagina o pior, porque pensa que se precaver o pior, estará seguro.

Prazer: o tempo todo quer ter estímulos prazerosos, faz muitas coisas ao mesmo tempo, está sempre alegre e pensa muito rápido. Mas, ao mesmo tempo, executa ações superficialmente.

Poder: fala mais alto, encara os desafios de frente e “compra a briga” dos outros. É incompreendido por ser muito direto e assertivo.

Fonte: Portal Carreira & Sucesso 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O preconceito e o profissional acima dos 40 anos

Meus queridos leitores e parceiros, após quase um ano em silencio absoluto, gostaria primeiramente de pedir-lhes desculpas pelo sumiço, desta vez um tanto quanto prolongado, no entanto, posso garantir-lhes que o motivo deste foi uma incansável jornada em busca de conhecimentos e experiencias que estarei compartilhando aqui com vocês.

Já nesta primeira postagem de retorno quero compartilhar com todos mais uma triste realidade na maneira de pensar do nosso empresariado, o que de certa forma pontua como um grande diferencial para aqueles mais antenados com a realidade vivida pelo nosso Brasil atual, que nada tem a ver com essa visão arcaica ainda enraizada na maioria daqueles que se dizem empreendedores.  

O valor da experiência de profissionais de mais idade não é aproveitado em empresas que têm como norma não contratar profissionais acima de quarenta anos.

Uma das mais brilhante definição de preconceito de que já soube veio-me de Voltaire, em seu Dicionário Filosófico: “preconceito é uma opinião sem julgamento”, ou seja, adquirimos uma opinião qualquer, não verificamos sua razão de ser e passamos a acreditar naquilo como verdade absoluta.

Voltaire disse isto por volta de 1760. Passados mais uns cento e oitenta anos, em meados do século vinte Einstein lastimou que “hoje, infelizmente, é mais fácil partir um átomo ao meio do que quebrar um preconceito”. Pois, somando-se as coisas, conclui-se que preconceito deve realmente ser algo indestrutível, tão indestrutível, que o preconceito dos nazistas contra os judeus ainda perdura no coração de muita gente, mesmo após tanta propaganda contrária. 


Assim como não tem fronteiras e nem escolhe raça, faixa etária ou sexo, o preconceito também não escolhe porta-vozes ou causas. Ele existe dentro de todos nós, tem diferentes intensidades. Não tem função nem propósito. Apenas existe, desde que o ambiente seja favorável ao desenvolvimento de um raciocínio qualquer, um sofisma destes capazes de fazer-nos acreditar no ilógico. Algo como a prestidigitação. Nada além de opiniões sem julgamento.

Nunca vi alguma pesquisa sobre onde o preconceito ocorre com maior ou menor incidência. Talvez os americanos, que adoram pesquisar de tudo, já a tenham feito, mas nunca ouvi falar dela. Mas também não é difícil concluir que o preconceito não é privilégio de um ou outro segmento da população. Nada disso. Ele existe em todo lugar, em todo tempo, em todo tudo!

E tem, claro, nas empresas; porque existem pessoas nas empresas.e pessoas são a única condição ambiental indispensável para a reprodução do preconceito. Nos últimos anos surgiu, por exemplo, uma espécie de preconceito no meio empresarial, mais especificamente na administração de recursos humanos, que é a rejeição a priori do profissional com mais de quarenta anos de idade.

O quarentão, candidato a uma vaga qualquer, pode e deve desistir de antemão à sua pretensão de colocação profissional. Ora, exatamente porque ele já tem mais de quarenta anos. E o que isto significa? Nem Deus sabe. E, claro, muito menos um certo tipo de recrutador: papagaio de repetição, este recrutador só sabe que o candidato tem mais de quarenta anos e, por isso mesmo, não pode ser contratado. É a política da empresa, ora!

Mas se perguntarmos a razão de ser desta política da empresa (ora!), ele, autômato burocratizado não saberá responder. Basta que ele saiba, e isto o satisfaz plenamente, que a política da empresa é esta. E ponto. Para ele, políticas empresariais são, por definição, indiscutíveis.

Gente assim cabe com exatidão de mecanismo de relógio suíço na definição títere processionário, criada por Laurence Peter, a maior autoridade mundial em estudos sobre a incompetência. Títere é sinônimo de fantoche, marionete; processionário é aquele que segue, apenas segue. Há, para exemplificar, uma espécie de larva que segue a da frente. Colocadas em círculos, estas larvas processionárias ficam dando infinitas voltas umas atrás das outras até morrerem de fome, mesmo quando, como se fez em várias experiências de laboratório, havia alimento em abundância ao alcance de todas.

O títere processionário, portanto, é um verme que apenas segue e, assim, se manipula com facilidade. Como sabemos, há muitos deles nas empresas e demais organizações humanas.
Visto que o títere processionário não pensa, ele é evidentemente incapaz de julgar. E dá-se a um sujeito destes o tal ‘poder de vida e de morte’ sobre profissionais que cometeram o terrível engano de não contrariar a natureza das coisas e, imprevidentes, deixaram o tempo passar, atingindo os quarenta anos.

Pela lógica titeriana-processional, nada mais justo que punir estes ineptos que não combateram com vigor o passar dos anos. E ousaram envelhecer. Já que o profissional não foi capaz de fixar-se na idade dos trinta anos, também não será capaz de fixar-se na empresa ou num projeto qualquer. Corte-se-lhe, pois, a cabeça.

Mas os sujeitos que mudaram o mundo o fizeram, em sua esmagadora maioria, após completarem bem mais do que quarenta anos. Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Gutemberg, Sidarta Gautama (vulgo Buda), Churchill, De Gaule, Henry Ford, Mahatma Gandhi, Roger Mila (que, até uns cinqüenta anos, jogou um bolão pela seleção de Camarões)… dê uma olhadinha em qualquer livro de história e confira.

Só Jesus Cristo não conseguiu; certamente porque não lhe deram chance de mostrar do que ele seria capaz após os quarenta (se aos trinta e três já era um terror, imagina aos quarenta!). Talvez os romanos fossem os precursores desta atual tendência da administração titeriano processional de recursos humanos: “Está a caminho dos quarenta?!? Crucifica o cara!”

Idade não é fator de importância crucial. O que conta é o mix de vontade-competência-experiência. Então, estamos, no Brasil, criando know-how para exportação. Preconceito globalizado, mas made in Brazil! Nossos preconceitos em relação à idade nos fazem esquecer de sujeitos como Lee Iacocca, Antonio Ermírio de Morais e mais um punhado de sessentões, setentões e oitentões que, ainda hoje, estão à frente de seus barcos, são produtivos, arrojados, geram empregos e fazem suas empresas dar muito lucro.
A propósito, quando escreveu seu Dicionário Filosófico, Voltaire já tinha uns oitenta anos. Também convém que alguém conte a estes sujeitos (por pura sordidez e maldade) que logo, logo eles mesmo chegarão aos… quarenta!

Esta gente que cultiva opiniões sem julgamento o faz porque, evidentemente, não é capaz de julgar coisa alguma. Assim sendo, também não serão capazes de tomar, com equidade, alguma decisão que exija mais do que alguns neurônios e raciocínios primários. Devemos desprezá-los, embora com compaixão. E devemos, por pura lógica, desprezar também, e principalmente, quem lhes confiou o cargo que exercem.

autor: Zeca Martins