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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Estratégia da mentira
Profissionais éticos e com visão voltada para o crescimento sustentável por mais competentes que sejam, não se firmam nesses empreendimentos por dois motivos em especial, primeiro por não conseguir seguir a cartilha da empresa contrariando seus valores morais e profissionais, segundo por que agindo dessa forma não conseguiriam ser rentáveis a tais empresas. Essas empresas podem até crescer por um período no entanto certos desempenhos, são impossíveis de manter a médio ou longo prazo. A verdade sobre este modelo de empresa é que todos sabem que não tem como dar certo, mas, quando der errado, muitos dos que se beneficiaram dele estarão longe da companhia.
Apenas algumas poucas empresas se deram conta de que a prática de uma liderança responsável, que pense a longo prazo, tem como benefício último a sobrevivência dela mesma. Algumas empresas no Brasil, poucas ainda, especialmente no ramo de softwares, estão buscando medir o nível de satisfação dos seus clientes e divulgando suas estratégias ao mercado. Elas querem mostrar suas práticas para a sociedade e obrigar seus concorrentes a fazerem o mesmo. Afinal de contas, as empresas que não medem e divulgam a satisfação de seus clientes, certamente estarão ocultando essas informações muito provavelmente porque adotam práticas desleais.
Eneagrama
ENTENDA OS CONCEITOS
Paz: o tipo que originou todos os outros, segundo a teoria do eneagrama. Para tentar manter uma harmonia, a pessoa tem enorme dificuldade em dizer “não” e as atividades são muito mais priorizadas com base nas atividades dos outros.
Fonte: Portal Carreira & Sucesso
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O preconceito e o profissional acima dos 40 anos
Uma das mais brilhante definição de preconceito de que já soube veio-me de Voltaire, em seu Dicionário Filosófico: “preconceito é uma opinião sem julgamento”, ou seja, adquirimos uma opinião qualquer, não verificamos sua razão de ser e passamos a acreditar naquilo como verdade absoluta.
Voltaire disse isto por volta de 1760. Passados mais uns cento e oitenta anos, em meados do século vinte Einstein lastimou que “hoje, infelizmente, é mais fácil partir um átomo ao meio do que quebrar um preconceito”. Pois, somando-se as coisas, conclui-se que preconceito deve realmente ser algo indestrutível, tão indestrutível, que o preconceito dos nazistas contra os judeus ainda perdura no coração de muita gente, mesmo após tanta propaganda contrária.
Assim como não tem fronteiras e nem escolhe raça, faixa etária ou sexo, o preconceito também não escolhe porta-vozes ou causas. Ele existe dentro de todos nós, tem diferentes intensidades. Não tem função nem propósito. Apenas existe, desde que o ambiente seja favorável ao desenvolvimento de um raciocínio qualquer, um sofisma destes capazes de fazer-nos acreditar no ilógico. Algo como a prestidigitação. Nada além de opiniões sem julgamento.
Nunca vi alguma pesquisa sobre onde o preconceito ocorre com maior ou menor incidência. Talvez os americanos, que adoram pesquisar de tudo, já a tenham feito, mas nunca ouvi falar dela. Mas também não é difícil concluir que o preconceito não é privilégio de um ou outro segmento da população. Nada disso. Ele existe em todo lugar, em todo tempo, em todo tudo!
E tem, claro, nas empresas; porque existem pessoas nas empresas.e pessoas são a única condição ambiental indispensável para a reprodução do preconceito. Nos últimos anos surgiu, por exemplo, uma espécie de preconceito no meio empresarial, mais especificamente na administração de recursos humanos, que é a rejeição a priori do profissional com mais de quarenta anos de idade.
O quarentão, candidato a uma vaga qualquer, pode e deve desistir de antemão à sua pretensão de colocação profissional. Ora, exatamente porque ele já tem mais de quarenta anos. E o que isto significa? Nem Deus sabe. E, claro, muito menos um certo tipo de recrutador: papagaio de repetição, este recrutador só sabe que o candidato tem mais de quarenta anos e, por isso mesmo, não pode ser contratado. É a política da empresa, ora!
Mas se perguntarmos a razão de ser desta política da empresa (ora!), ele, autômato burocratizado não saberá responder. Basta que ele saiba, e isto o satisfaz plenamente, que a política da empresa é esta. E ponto. Para ele, políticas empresariais são, por definição, indiscutíveis.
Gente assim cabe com exatidão de mecanismo de relógio suíço na definição títere processionário, criada por Laurence Peter, a maior autoridade mundial em estudos sobre a incompetência. Títere é sinônimo de fantoche, marionete; processionário é aquele que segue, apenas segue. Há, para exemplificar, uma espécie de larva que segue a da frente. Colocadas em círculos, estas larvas processionárias ficam dando infinitas voltas umas atrás das outras até morrerem de fome, mesmo quando, como se fez em várias experiências de laboratório, havia alimento em abundância ao alcance de todas.
O títere processionário, portanto, é um verme que apenas segue e, assim, se manipula com facilidade. Como sabemos, há muitos deles nas empresas e demais organizações humanas.Visto que o títere processionário não pensa, ele é evidentemente incapaz de julgar. E dá-se a um sujeito destes o tal ‘poder de vida e de morte’ sobre profissionais que cometeram o terrível engano de não contrariar a natureza das coisas e, imprevidentes, deixaram o tempo passar, atingindo os quarenta anos.
Pela lógica titeriana-processional, nada mais justo que punir estes ineptos que não combateram com vigor o passar dos anos. E ousaram envelhecer. Já que o profissional não foi capaz de fixar-se na idade dos trinta anos, também não será capaz de fixar-se na empresa ou num projeto qualquer. Corte-se-lhe, pois, a cabeça.
Mas os sujeitos que mudaram o mundo o fizeram, em sua esmagadora maioria, após completarem bem mais do que quarenta anos. Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Gutemberg, Sidarta Gautama (vulgo Buda), Churchill, De Gaule, Henry Ford, Mahatma Gandhi, Roger Mila (que, até uns cinqüenta anos, jogou um bolão pela seleção de Camarões)… dê uma olhadinha em qualquer livro de história e confira.
Só Jesus Cristo não conseguiu; certamente porque não lhe deram chance de mostrar do que ele seria capaz após os quarenta (se aos trinta e três já era um terror, imagina aos quarenta!). Talvez os romanos fossem os precursores desta atual tendência da administração titeriano processional de recursos humanos: “Está a caminho dos quarenta?!? Crucifica o cara!”
Idade não é fator de importância crucial. O que conta é o mix de vontade-competência-experiência. Então, estamos, no Brasil, criando know-how para exportação. Preconceito globalizado, mas made in Brazil! Nossos preconceitos em relação à idade nos fazem esquecer de sujeitos como Lee Iacocca, Antonio Ermírio de Morais e mais um punhado de sessentões, setentões e oitentões que, ainda hoje, estão à frente de seus barcos, são produtivos, arrojados, geram empregos e fazem suas empresas dar muito lucro.A propósito, quando escreveu seu Dicionário Filosófico, Voltaire já tinha uns oitenta anos. Também convém que alguém conte a estes sujeitos (por pura sordidez e maldade) que logo, logo eles mesmo chegarão aos… quarenta!
Esta gente que cultiva opiniões sem julgamento o faz porque, evidentemente, não é capaz de julgar coisa alguma. Assim sendo, também não serão capazes de tomar, com equidade, alguma decisão que exija mais do que alguns neurônios e raciocínios primários. Devemos desprezá-los, embora com compaixão. E devemos, por pura lógica, desprezar também, e principalmente, quem lhes confiou o cargo que exercem.
autor: Zeca Martins
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Qualquer lugar serve!
Ao passar por isso, a pessoa percebe o quanto é péssimo esse periodo em que se tem medo de falar, de se espressar, de ir rápido ou devagar demais, enfim, acredita que não sabe o que fazer para não estragar tudo, ou não deixar as coisas mais piores do que já estão. É justamente ai que está o problema, falta de posicionamento, de clareza de seus recursos. Muito provavelmente está faltando uma rota detalhada, um planejamento o qual realmente deseja seguir. E assim perdido voçê passa a entrar de prédio em prédio, de elevador em elevador, descendo em diversos andares, sem nunca encontrar a porta, a sua porta.
Para viver as experiencias que sempre quis e conseguir aproveitar o melhor da vida, voçê precisa antes de mais nada, saber o que quer. Refletir, questionar-se, perceber-se, aprender a diferenciar o que são seus verdadeiros desejos e o que não passa de ecos gritantes de sua ansiedade é essencial para traçar o plano que o levará a seu objetivo. Em vez de disperdiçar seus dias e seus cartuchos atirando para todos os lados, aquiete-se! Ouça seu coração, sua intuição. Olhe para os lados e vá descobrindo o que realmente faz sentido para voçê, o que realmente te faz feliz. O resto são apenas armadilhas. Mantenha-se atento e focado naquilo que quer e desvie dos perigos que, na maioria das vezes, são nossos próprios medos transformados em dificuldades.
E assim, sem se distrair, da próxima vez que for questionado sobre qual andar deseja ir, voçê saberá exatamente o que responder. Dai pra frente, a surpresa ficará por conta de tudo de bom que poderá experimentar...